quarta-feira, 11 de junho de 2014

COMBO! - A Culpa é das Estrelas - Filme + Livro



A história seria clichê - dois adolescentes se encontram, se apaixonam e BAM, algo ruim acontece. Porém, como dizem, o importante não é o que é contado, mas como é contado. O livro visa entreter, emocionar - tanto arrancar risos quanto lágrimas. E isso ele consegue fazer muito bem.


Já faz algum tempo que o livro está fazendo sucesso, principalmente entre as garotas adolescentes. Talvez essa tenha sido uma das razões pela qual o livro não me atraiu. De qualquer forma, me vi sentando na sala de cinema para assistir a adaptação, que estreou dia 05/06. Para falar a verdade, o filme não seria a minha primeira opção (até porque não tive curiosidade nem para ler a sinopse), mas acabei indo mesmo assim, e, para a minha felicidade, fui apresentado a uma das histórias adolescentes mais bacanas que eu já li (é, porque, ao sair da sessão, eu acabei lendo o livro).

A história é narrada pela jovem Hazel Grace, de 16 anos. Hazel teve câncer na tireoide, porém teve metástase no pulmão - por isso, está sempre acompanhada de um tubo de oxigênio. Apesar de não sair muito, ela frequenta (para agradar a mãe) um grupo de apoio para jovens com câncer. Um belo dia, conhece Augustus Waters, um garoto atlético que tem medo do esquecimento e se curou de um osteossarcoma - mas, para isso, perdeu uma das pernas. Os dois vão se conhecendo e se envolvendo, ao longo do livro, até que... Bem, a vida segue seu curso :S

A obra, no geral, é muito boa. A leitura é fácil, os personagens são cativantes, os diálogos são bem construídos e, apesar de ser voltado para o público jovem, as temáticas abordadas (a doença, o amor, a vida e seu fluxo) são comuns para todos, independente da faixa etária.

Algo que eu gostei foram os pensamentos aleatórios que, por vezes, surgem na cabeça de Hazel. Tudo bem, isso é comum em livros narrados em primeira pessoa, mas foi um baita entretenimento! Eu também gostei da cena - cortada pelo filme - em que Augustus e Isaac estão jogando vídeo game e Gus se mata, heroicamente. Ao questionarem o porquê da ação, argumentando que as crianças salvas por ele no jogo só ganhariam mais alguns segundos de vida, ele responde que sim, pode ser que elas só ganhem mais alguns segundos, mas esses segundos podem virar outros segundos, que podem virar minutos, horas e acabar salvando-as. Essa não é uma das melhores cenas do livro, mas foi algo que me chamou a atenção (mais pela reflexão mesmo, apesar de o autor nos fazer refletir em vários momentos).
O livro é cheio de frases de efeito, que são repetidas por alguns fãs como mantras (como eu pude perceber na internet), e talvez por isso eu não tenha colocado nenhuma delas no post, para não banalizá-las XD).

O adaptação para o cinema foi muito bem realizada. Os atores são ótimos, as músicas escolhidas ajudam a dar o tom de "felicidade triste". O filme é fiel, e deve agradar aos fãs do livro.

Quanto aos diálogos, a maioria é mantida intacta. Em algumas cenas, existem alterações que (sim!) melhoram o texto ainda mais - como no discurso de Gus, na cena em que ele e Hazel levam Isaac até a casa de sua ex-namorada. Eles também trocaram alguns diálogos de lugar, embaralhando as cenas e as falas. Isso pode causar certo estranhamento nos fãs, mas o resultado foi bom (considerando que a linguagem do cinema é outra e não tem tantos espaços livres quanto na literatura).

Obviamente, vários cortes foram feitos, mas eu acredito que a grande maioria deles foi bem selecionado (apesar de Isaac aparecer menos, o que é uma pena). Alguns debates bacanas, mas não tão relevantes com relação à história (como o papo sobre ovos mexidos) também somem. A ex-namorada de Gus desapareceu, mas não acho que, no fim das contas, ela fez falta.

Uma das cenas que eu gostei muito foi aquela em que Hazel sobe as escadas da casa de Anne Frank. A forma com que a cena foi feita, as falas do vídeo, tudo muito bom. Em contrapartida, achei o último encontro entre Hazel Grace e Peter Van Houten bem melhor no livro. *SPOILER (procure o fim do spoiler)* No filme, Hazel praticamente expulsa ele do carro e pronto (o que ficou meio superficial se comparado ao diálogo que eles têm no livro). Parece que ele surge apenas para entregar a carta de Augustus, o que foi um final bom e mais objetivo, porém Van Houten merecia ser perdoado.

PS: Uma pena eles terem retirado a cena do penúltimo(?) dia bom de Gus, quando Hazel, ele e a família estão lá fora e os dois começam um diálogo fantástico - o melhor humor negro possível!

PS 2: Como foi triste acompanhar a decadência de Augustus...

*FIM DO SPOILER*

Só para concluir: A história consegue ser emocionar sem cair no exagero, exaltando a vida, independente das adversidades. Vale destacar também que não é uma história sobre câncer - a doença é apenas uma das dificuldades, não o foco da obra.

PS 3: Estou percebendo o quão preconceituoso eu sou com histórias. Estou tentando mudar isso, já que (para a minha felicidade) tenho quebrado a cara legal!

LIVRO
Autor - John Green
Editora - Intrínseca
Páginas - 288
Ano - 2012
Recomendo... Para quem busca uma história de amor (mas não apenas) emocionante.

FILME
Direção - Josh Boone
Produção - Wyck Godfrey e Marty Bowen
Roteiro - Scott Neustadter e Michael H. Weber
Gênero - Drama, romance (pitadas de comédia, humor negro)
Elenco principal - Shailene Woodley, Ansel Elgort
Duração - 125 minutos
Estúdio - 20th Century Fox
Ano - 2014
Recomendo... Para quem busca uma história de amor (mas não apenas) emocionante.²

3 comentários:

  1. Assisti o filme e é demais!
    Chorei muito :c
    http://cupcakeleitor.blogspot.com.br/

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  2. Olá Raphael,
    Achei sua resenha muito boa, assim como sua percepção sobre a obra!
    Gostei muito do seu blog e pretendo visitá-lo mais vezes!
    Continue com seu ótimo trabalho por aqui!
    Beijinhos.


    www.neurosesdeumajornalista.com

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    Respostas
    1. Obrigado, Vanessa!
      Fico feliz por ter gostado do texto! Eu também estou acompanhando seu site :}
      Até mais õ/

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